Museu câmara cascudo

A 10 de fevereiro de 1987, o Governo do Estado do Rio Grande do Norte, representado pela Fundação José Augusto, criou o MEMORIAL CÂMARA CASCUDO, com o objetivo de homenagear o maior nome intelectual do Estado, reunindo em uma única instituição informações preciosas sobre a sua vida e a sua obra. O Memorial encontra-se organizado em dois pavimentos, funcionando no andar térreo um museu com temas ligados ao folclore e à cultura popular, além de objetos pessoais e homenagens ao nosso patrono. Neste andar funciona também um Atelier de Artes Plásticas, onde são ministrados cursos de desenho e pintura a cargo do renomado artista Jomar Jackson. No andar superior contamos com um auditório para 200 pessoas, para exibição de vídeos e documentários sobre Câmara Cascudo e a cultura popular brasileira. O prédio que abriga o Memorial foi construído nas últimas décadas do século XVIII, para nele funcionar os serviços administrativos da Fazenda Real.

Em 1875 o prédio foi reconstruído, abrigando, em 1922 a “Delegacia Fiscal”, já no período da República. Em 1946, surgiu a idéia de demolir o lugar, mas várias pessoas protestaram contra a demolição, inclusive Cascudo. Restaurado, foi ocupado em 1955 como sede do “Quartel General da 7a. R. M.”, em Natal, até 1977. O prédio, em estilo neoclássico, foi tombado a nível estadual em 24 de agosto de 1989, e foi palco de acontecimentos históricos de importância nacional, como o Movimento Republicano de 1817. O histórico sobrado possuiu vários nomes, tendo como variantes: Provedoria Real, Fazenda Real, Real Erário, tendo ainda o curioso apelido de “Vaca Amarela”. Segundo Cascudo, a origem do apelido vem do fato de ser pintado de amarelo, cor privativa dos edifícios públicos do Império, e em alusão “ao fato de amamentar numerosos bezerros bípedes”, uma vez que “daria leite dourado”.

Esse edifício tem seu valor histórico, não só pela função específica, para o qual foi construído, servindo aos negócios fazendários do Reino, nos tempos da Capitania e Província, mas, sobretudo testemunhando acontecimentos políticos de importância nacional, como o Movimento Republicano de 1817, em Pernambuco, quando repercutiu no Rio Grande do Norte. Hoje este prédio homenageia o maior intelectual que este estado já conheceu. Nele, sua vida e sua obra, estão vivas e presentes no cotidiano de uma terra e de um povo que ninguém amou mais do que ele.

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