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Igreja de Santo Antônio dos Militares

A Igreja de Santo Antônio dos Militares terminou de ser construída em 1766, e tem um estilo barroco tardio. O barroco tardio se caracteriza por uma construção mais aberta dos prédios causando uma sensação de menor opressão do que o barroco clássico imprime. Em termos práticos isto quer dizer que ao contrário do barroco normal, apesar da presença ainda de volutas (as curvas que vemos decorando o alto das paredes) e do frontão decorado (a parte que se destaca da fachada principal do prédio), a presença de espaços vazios é bem mais comum na decoração da igreja, seja na sua fachada, seja na sua decoração interna. Ela possuí anexo, a esquerda da primeira foto, um convento que já serviu de base para os militares da cidade, daí seu nome original.

Seu segundo nome também tem origem militar. Também é conhecida como Igreja do Galo por causa do catavento de bronze em forma de Galo que tem no topo de sua torre, dado pelo capitão Sanches Caetano da Silva, presidente da província do Rio Grande do Norte entre 1781 e 1800. A igreja possuí apenas uma torre sineira, o que era comum no período barroco, terminada em cúpula.

A decoração interna da igreja segue também os elementos do barroco tardio. Ela possui dois altares laterais esculpidos em madeira e mais um central e possuía o teto decorado com imagens de Nossa Senhora e do seu santo patrono, Santo Antônio de Pádua. O teto por causa da má conservação hoje tem seus retábulos (quadros pintados) dispostos nas paredes do Museu de Arte Sacra (do qual falaremos depois) que, no entanto, não tem características barrocas.

Os altares, como dissemos, são esculpidos em madeira. Sem aplicações de metal, nem policromia. Decorado com as tradicionais folhas de acanto. O simbolismo da folha de acanto, uma erva mediterrânea, é de que as provações da vida e da morte haviam sido vencidas, por causa dos espinhos que a planta possuí, mas também é o símbolo da terra virgem e, por extensão, também da própria virgindade e da vitória sobre o pecado da carne. Ela aparece nas decorações de templos e palácios desde a Antiguidade e Idade Média, mas também em armaduras, porque os heróis e arquitetos também eram homens que venciam os desafios durante a vida, também apareciam em túmulos por causa da ideia de vencer a morte a partir da vida eterna e, nas igrejas, representando a vitória sobre a carne. Na imagem acima temos o altar-mor, entronizado com Santo Antônio de Pádua, e em um dos laterais, com São Francisco de Assis.

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